John Textor reage a movimento da Ares e critica gestão de Michelle Kang, alegando prejuízos ao Botafogo
O controlador da SAF do Botafogo, John Textor, **não reconhece a cláusula de proteção na justiça britânica** acionada pela Ares Management, que supostamente o afastaria do comando operacional da Eagle. A notícia, inicialmente divulgada pelo jornal “O Globo”, foi contestada pelo empresário norte-americano, que classificou a alegação da Ares como um “absurdo”.
Em contato com o FogãoNET, Textor explicou que a Ares enviou uma carta formal alegando o direito de afastá-lo, mas seus advogados discordam veementemente da interpretação. Ele afirmou que a movimentação da Ares era esperada, mas **ressaltou a ausência de uma ação judicial formal**, pois a lei do Reino Unido exigiria notificação prévia às partes envolvidas.
“A história que está circulando se baseia apenas em uma carta formal que me foi enviada às 19h15 de terça-feira. Meus advogados contestam a alegação da Ares de que podem me destituir do cargo de diretor. Portanto, o vazamento ocorreu antes mesmo do envio da carta pela Ares”, declarou Textor, atribuindo a origem da disputa à sua própria decisão de destituir diretores independentes por motivos “bastante sérios”.
Textor critica “conselho secreto” e opositores na França
John Textor também condenou a assembleia geral marcada para ocorrer na França, classificando-a como um “conselho paralelo” e **prometendo responsabilizar os envolvidos**. Ele acusou o grupo de estar “negando os pagamentos devidos ao Botafogo” e declarou estar “cansado de Michelle Kang se recusar a cumprir suas obrigações e prejudicar o Botafogo”.
Michelle Kang é acusada de quebrar modelo multi-clubes e deixar dívida bilionária
As principais queixas de Textor em relação a Michelle Kang, presidente do Lyon desde junho de 2025, incluem a **quebra do modelo multi-clubes**, que, segundo ele, era a estratégia ideal para conquistas, e uma **dívida de aproximadamente € 34 milhões** deixada pelo clube francês ao Botafogo. Este débito teria impactado significativamente o fluxo de caixa do Glorioso no segundo semestre de 2025.
Textor enfatizou que o conselho convocado na França é **”ilegal”** e que as leis foram infringidas. Ele reiterou que a tentativa de afastamento da Ares era esperada, mas que a falta de um processo judicial formal invalida a alegação da empresa.
A disputa entre Textor e a Ares Management, bem como as críticas direcionadas a Michelle Kang, indicam um período de **intensa turbulência nos bastidores do Botafogo**, com consequências financeiras e administrativas diretas para o clube carioca.



